segunda-feira, 18 de março de 2019

Antes de ser Pro Indie Dev

Minha História como Indie Dev Profissional

Capítulo I

Antes de Ser Pro Indie Dev

Apesar de ter nascido em uma família de classe média, depois de alguns problemas sócio-econômicos, caí pra classe baixa (vulgo, pobre). Antes de trabalhar como Indie Dev, já fui vendedor ambulante, separador de mercadorias, repositor de super mercado, bartender de boteco de beira de estrada e operário de fábrica.

Estudei em escola particular na infância, depois fui para escolas públicas na adolescência. Tive que parar de estudar várias vezes, mas consegui concluir o ensino fundamental aos 16 anos, e médio aos 19, através do supletivo. Também aos 19, consegui passar no vestibular de uma faculdade federal para Licenciatura em Matemática, mas depois de um ano, tive que parar de estudar de novo.

Tentei voltar a estudar aos 21 anos, dessa vez em um curso Técnico de Administração, mas novamente, tive que parar de estudar no meio do curso.

Por que parei de estudar tantas vezes? Bom, vamos a resposta...

Como disse antes, era de classe média, mas fiquei pobre.

Nasci em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Aos 9 anos de idade, fui morar no interior com minha mãe, na cidade natal de minha avó. Morávamos então eu, mãe e avó. O custo de vida no interior é bem mais barato, e a qualidade de vida bem melhor.

Minha mãe era funcionária do governo do Estado de Minas Gerais e ganhava bem, mas sofreu um acidente de trabalho, e foi encostada, recebendo apenas metade do salário mínimo da época (e sem décimo terceiro). Minha avó já era aposentada (um salário mínimo). Eu recebia 1/4 de salário mínimo como pensão alimentícia (pai omisso).

Minha avó, a medida que foi envelhecendo, chegou a operar algumas vezes e passou a precisar de cuidados. Coisa que minha mãe não conseguia fazer sozinha. Por isso, na adolescência, parei de estudar. Tanto para ajudá-la a cuidar de minha avó, como também dos afazeres da casa. Foi nessa época que trabalhei como vendedor ambulante, vendendo sanduíches naturais que eu mesmo fazia, no centro da cidade pra colaborar nas despesas da casa.

Imagem ilustrativa (foto de Receita Natureba)
Quando terminei o supletivo e passei no vestibular, tentei fazer a faculdade, mas como antes, tive que parar de estudar, pois minha mãe e avó ainda precisavam de mim em casa. Minha avó faleceu em 2013, dois anos depois de eu ter largado a faculdade. Um pouco antes disso ainda tentei fazer o curso Técnico de Administração, mas dessa vez, após tantos anos se esforçando sem condições, minha mãe é que passou a precisar de cuidados.

Tive que sair do curso técnico e largar o emprego que tinha acabado de arrumar, pois minha mãe simplesmente dependia completamente de mim para tudo (até mesmo ir ao banheiro). Com ajuda da assistência social, conseguimos aumentar o salário do auxílio-doença dela para um salário mínimo (ainda sem décimo terceiro).

Mas, um salário mínimo não estava sendo o suficiente para pagar as contas do mês, comprar mantimentos e muito menos os remédios que ela precisava. Obviamente, também não tinha mais pensão alimentícia pra mim a essa altura.

Resumindo, minha situação em 2013 era simplesmente essa:

Não posso sair de casa para trabalhar, mas preciso pagar as contas, e agora?

2 comentários:

  1. Não demora muito pra postar o próximo não porque eu tô curiosa aushaus
    Mano, que ossada. A vida é foda mesmo

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    Respostas
    1. Estou no Capítulo V já hein! Tá perdendo a história toda. Hahaha

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